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Apresenta

Seminário

Cidades, clima
e o futuro
do Brasil

Caminhos para
a adaptação urbana

Data

11 e 12 nov 2026

Quarta e quinta-feira

Horário

19h às 21h45

Portas abertas e café às 18h30

Local

Auditório da FESPSP

Vila Buarque, São Paulo

Entrada

Gratuita

Evento presencial, vagas limitadas
Dois dias de debate sobre o que as cidades brasileiras precisam planejar e financiar para enfrentar o clima extremo.

O seminário

A crise é global.
A adaptação acontece na cidade.

A mudança do clima chega à cidade pela rua que alaga, pela encosta que cede e pelo bairro onde o calor não dá trégua. Adaptar-se a ela é decisão de plano diretor, de orçamento e de obra. Quase sempre, é decisão de prefeitura.
Quatro mesas reúnem pesquisadores, urbanistas e gestores para discutir o que as cidades brasileiras precisam fazer agora, e com que dinheiro.

+80%

dos brasileiros vivem em cidades

Programação

As quatro mesas

Auditório da FESPSP. Portas abertas e café às 18h30. Primeira mesa das 19h às 20h15, intervalo, e segunda mesa das 20h30 às 21h45. Presencial e gratuito.

11/11

Quarta-feira

novembro de 2026

Quanto custa a cidade resiliente

Os custos de adaptar as cidades ao clima, os critérios de distribuição desses custos e o papel do Estado na proteção dos mais vulneráveis.
DebatedorAllan MesentierChefe do Departamento de Desenvolvimento Urbano do BNDES, em representação da diretora Socioambiental, Tereza Campello
DebatedoraCarolina RequenaProfessora da FESPSP
MediaçãoValéria BomfimProfessora da FESPSP
Allan Mesentier

Allan Mesentier Chefe de departamento na Área Social do BNDES, responsável pelo desenvolvimento urbano. Coautor dos estudos Panorama setorial 2015-2018: mobilidade urbana (2014) e Demanda por investimentos em mobilidade urbana no Brasil (2015), publicados pelo banco.

Carolina Requena

Carolina Requena Cientista política formada na USP, com pesquisa sobre políticas urbanas, poder local e burocracias, ligada ao Centro de Estudos da Metrópole (CEM). É uma das autoras do capítulo sobre governança metropolitana de São Paulo 2025: riqueza e desigualdades.

Valéria Bomfim

Valéria Bomfim Arquiteta e urbanista, professora da FESPSP. Mestre pela USP (2004) com dissertação sobre os espaços edificados vazios da área central de São Paulo; autora de artigo em Cadernos Metrópole sobre vacância imobiliária, ocupações e reabilitação do centro histórico.

  1. Quanto custa adaptar as cidades brasileiras ao clima extremo, e quem tem a conta na mão hoje: União, estados ou municípios?
  2. Com que critérios distribuir recursos escassos entre obras de proteção, realocação e manutenção, sem deixar as periferias por último?
  3. Como garantir que o dinheiro da adaptação chegue aos municípios e às populações que mais precisam, e não se concentre nos grandes projetos de infraestrutura?

20h30

Plano diretor e clima

Os instrumentos urbanísticos que reduzem vulnerabilidade: regularização fundiária, urbanização de favelas e os entraves à aplicação em escala.
DebatedorNabil BondukiArquiteto e urbanista, professor titular da FAU-USP, vereador de São Paulo
DebatedorPaulo TeixeiraAdvogado, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Nabil Bonduki

Nabil Bonduki Foi relator do Plano Diretor Estratégico de 2014, superintendente de Habitação Popular na gestão Luiza Erundina (1989–1992) e secretário municipal de Cultura (2015–2016). Coordenou a área de cidades do programa de governo de 2022.

Paulo Teixeira

Paulo Teixeira Foi subprefeito de São Miguel Paulista e secretário de Habitação de São Paulo, deputado federal por cinco mandatos e ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar até março de 2026.

  1. Como os planos diretores podem incorporar a variável climática para além da retórica, com instrumentos que reduzam de fato a vulnerabilidade das periferias?
  2. Qual o papel da regularização fundiária e da urbanização de favelas como políticas de adaptação ao clima?
  3. Por que esses instrumentos não ganham escala, e o que é preciso para superar os entraves históricos à sua implementação?

12/11

Quinta-feira

novembro de 2026

De onde vem o dinheiro

Fundo Clima, títulos verdes, contribuições municipais e o papel dos bancos públicos na estruturação dessas operações.
DebatedorMarcio PochmannEconomista, presidente do IBGE, professor titular da Unicamp
Marcio Pochmann

Marcio Pochmann Formado na UFRGS e doutor pela Unicamp, onde é professor desde 1989. Preside o IBGE desde agosto de 2023; presidiu o Ipea (2007–2012) e a Fundação Perseu Abramo (2012–2020). Autor de mais de 50 livros. Assina o capítulo de abertura de São Paulo 2025: riqueza e desigualdades.

  1. Além do Fundo Clima, que mecanismos (taxas, contribuições, títulos verdes) os municípios podem mobilizar para financiar a adaptação?
  2. Qual o papel dos bancos públicos na estruturação dessas operações, e em que condições o crédito chega às cidades médias e pequenas?
  3. Como a política macroeconômica e a reforma tributária podem criar incentivos à adaptação urbana, alinhando desenvolvimento e resiliência?

20h30

Governança metropolitana

A crise climática não respeita fronteiras administrativas: consórcios intermunicipais, coordenação federativa e incentivos à resiliência.
ExpositorPaulo Silvino RibeiroSociólogo, professor da FESPSP
DebatedorDaniel CaraCientista político, professor da Faculdade de Educação da USP
MediaçãoDesirèe Luíse Lopes ConceiçãoProfessora da FESPSP, coordenadora da pós-graduação Mídia, Política e Sociedade
Paulo Silvino Ribeiro

Paulo Silvino Ribeiro Professor da FESPSP e coordenador técnico de projetos da Escola. Autor de Saúde, ordem e progresso (Alameda), sobre os médicos que fundaram a Escola Livre de Sociologia e Política em 1933. Coordena a pós-graduação em Gestão Pública e o grupo de monitoramento do Observatório Metropolitano Paulista.

Daniel Cara

Daniel Cara Referência nacional em financiamento público e direito à educação. Coordenou a Campanha Nacional pelo Direito à Educação de 2006 a 2021 e integra seu comitê diretivo.

Desirèe Luíse Lopes Conceição

Desirèe Luíse Lopes Conceição Mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP e pesquisadora do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (Neamp/PUC-SP). Coautora, com colegas da área, do livro Fake News e Desinformação nas Eleições de 2020.

  1. Diante da experiência dos consórcios intermunicipais, qual o modelo de governança metropolitana mais eficaz para uma crise que não respeita fronteiras administrativas?
  2. Como coordenar União, estados e municípios numa mesma bacia, numa mesma encosta, num mesmo sistema de drenagem?
  3. Que incentivos, tributários e institucionais, levam prefeituras vizinhas a planejar juntas a sua resiliência?

Leia mais

Por que discutir adaptação agora

O clima que já mudou vai continuar mudando. A diferença entre uma cidade preparada e uma cidade em pânico se decide nos próximos planos diretores e nos próximos orçamentos.
O Brasil discute o clima há décadas pelo lado das emissões: a floresta, a matriz energética, as metas que o país assume lá fora. O seminário Cidades, clima e o futuro do Brasil parte do outro lado. Mais de oitenta por cento dos brasileiros vivem em cidades, e é nelas que chuvas mais concentradas, verões mais longos e encostas saturadas encontram sistemas de drenagem desenhados para outro século. O problema passou a ser de prefeito.
As quatro mesas seguem a ordem de uma decisão pública. Primeiro, o custo da adaptação e os critérios para distribuí-lo, porque a resposta define quem é protegido primeiro. Depois, os instrumentos que as cidades já têm, como o plano diretor, a regularização fundiária e a urbanização de favelas, e a razão de eles raramente ganharem escala. No segundo dia, o dinheiro, com o Fundo Clima, os títulos verdes e o papel dos bancos públicos, e, por fim, a governança de regiões onde a bacia, a encosta e a rede de drenagem atravessam dezenas de prefeituras e nenhuma resolve sozinha. Os temas e as perguntas de cada mesa estão na programação.

Duas instituições

O seminário é realizado pelo Diário do Centro do Mundo, veículo independente com uma história de defesa da democracia e dos direitos sociais, em parceria com a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, que desde 1933 pesquisa a cidade em que está instalada. Os debates dialogam com o livro São Paulo 2025: riqueza e desigualdades, publicado pela Escola, que revisita, cinquenta anos depois, o estudo de 1975 sobre a vida nas periferias paulistanas.
Capa de São Paulo 1975
1975
50 anos
Capa de São Paulo 2025
2025
Cinquenta anos entre dois retratos da mesma cidade. À esquerda, São Paulo 1975: crescimento e pobreza (Edições Loyola, 1976), estudo encomendado ao Cebrap pela Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, sob Dom Paulo Evaristo Arns, assinado por Cândido Procópio Ferreira de Camargo, Fernando Henrique Cardoso, Frederico Mazzucchelli, José Álvaro Moisés, Lúcio Kowarick, Maria Hermínia Tavares de Almeida, Paul Singer e Vinícius Caldeira Brant: a cidade que crescia sem atender a quem a construía. À direita, São Paulo 2025: riqueza e desigualdades (Editora Sociologia e Política / Alameda, 2026), organizado por Marcos Queiroga Barreto e Ubiratan de Paula Santos, que retoma o método do estudo original para medir o que mudou e o que permaneceu na metrópole.

Quando

11 e 12 de novembro

Quarta e quinta-feira, das 19h às 21h45

Onde

Auditório da FESPSP

Rua General Jardim, 522 · Vila Buarque
São Paulo, SP

Inscrições

Evento presencial
Inscrições gratuitas
Vagas limitadas
Vagas limitadas para o público presencial. Garanta a sua pelo formulário.

Patrocínio:

Tem patrocínio, tem Governo do BrasilBNDESGoverno do Brasil

Realização:

DCM — Diário do Centro do MundoFESPSP
Primeiro módulo do ciclo Estado, economia e futuro do desenvolvimento brasileiro. Programação sujeita a alterações. Informações: cidadeseclima@gmail.com